GaRfOS

APA – ARTICULAÇÃO PAULISTA DE AGROECOLOGIA

A APA é uma Rede de entidades não governamentais, movimentos sociais, técnicos, agricultores, educadores, extensionistas e estudantes envolvidos na promoção e fortalecimento da Agroecologia no Estado de SP.

Missão
No estado de São Paulo, vinculada a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), atua a Articulação Paulista de Agroecologia (APA), uma rede de entidades não governamentais e governamentais, que tem como principal objetivo fortalecer e intercambiar experiências agroecológicas na agricultura familiar rural e urbana no estado de São Paulo.

Descrição
Atualmente, a APA apresenta mais de 200 experiências agroecológicas, representando exemplos de sucesso na agricultura familiar e contribuindo para a afirmação destes grupos diante da enorme pressão exercida pelo agronegócio das grandes monoculturas de exportação, bastante expressivo em nosso estado. A APA já promoveu seis encontros ampliados no Estado de São Paulo articulando milhares de pessoas nos últimos 10 anos de existência, como demonstra a figura 1 abaixo, dos cartazes dos eventos realizados. Estes encontros massivos, ora realizado como evento principal, ora como evento complementar, contribuíram fortemente para o avanço da pesquisa, do ensino e da extensão em Agroecologia e da ampliação das barreiras relativas a construção de uma Ciência comprometida com as demanadas atuais de nossa sociedade.

Informação Geral
Esta articulação envolve atualmente as regiões do Vale do Ribeira e do Paraíba; região de Ribeirão Preto, Região de Campinas e a área serrana limítrofe da Serra da Mantiqueira, Região Metropolitana de São Paulo, Região Sorocabana, Região de Botucatu, Rio Claro-Piracicaba, Sudoeste Paulista (Itapeva) Andradina, Araraquara e São Carlos.

Entre os coletivos e entidades que participo, integram a APA: NAAC, GaRfOS, Rede SANS e Instituto Terra Viva

https://www.facebook.com/ArticulacaoPaulistaDeAgroecologia

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GaRfOS – Grupo de Articulação Regional da Feira de Orgânicos de Sorocaba

O Grupo de Articulação Regional da Feira de Orgânicos de Sorocaba (GARFOS) foi criado com a intenção de formarmos um coletivo aberto, autogestionário, colaborativo, horizontal e dinâmico para juntos criarmos uma bela, consistente e duradoura Feira Orgânica em Sorocaba, focada na disseminação dos conhecimentos e das práticas de produção orgânica e de base agroecológica na região.

As Feiras acontecem todo sábado, das 9h as 13h no Parque Natural Chico Mendes, que fica na Av Três de Março, 1025, Alto da Boa Vista, Sorocaba/SP.

MISSÃO

“Ser um espaço que promova a transformação social e a transição agroecológica a partir de uma feira de orgânicos que articule atores sociais em práticas educativas, políticas, artísticas e culturais.”

OBJETIVOS

1. FEIRA: Criar um espaço de venda direta para facilitar o acesso à alimentos orgânicos e saudáveis, à preço justo para todos, com caráter de efetivação prática da articulação das redes de agroecologia e movimentos sociais, e para promover o uso do espaço público de forma livre e espontânea tal qual um festival para o enriquecimento artístico, pedagógico, troca de saberes, sabores e envolvimento;

2. REDE: Articular e engajar comunidades de consumidores, agricultores familiares orgânicos e em transição, redes, técnicos, universidades e outros atores sociais, buscando facilitar processos, mediar conflitos, mapear e estabilizar o potencial produtivo da região;

3. EDUCAÇÃO: Realizar atividades para divulgação dos princípios e missão do GaRfOS, trabalhar em escolas pela Educação Ambiental, alimentação saudável e sobre a Economia Solidária e promover ações voltadas aos jovens rurais visando o empoderamento no processo produtivo, a capacitação e valorização profissional como agricultor, e a formação espiritual, econômica, cultural, política e ideológica para as famílias dos agricultores;

4. ESTRATÉGIA: Incidir e articular junto aos formadores de opinião, movimentos sociais e demais frentes dos 3 setores da sociedade (Estado, Empresas e Comunidade), favorecendo uma participação colaborativa e autogestionária, tendo como referencia uma Carta de Princípios e um Protocolo de Conflito de Interesses.
Promover a preservação e o resgate da agrodiversidade regional e ter em foco a ampliação do projeto;

5. COMUNICAÇÃO: Documentar e divulgar conceitos da agroecologia, da produção orgânica e da permacultura rural e urbana em ações que valorizem a agricultura familiar e difundam a riqueza nutritiva e o potencial medicinal da alimentação saudável através de campanhas transmídias, artísticas, culturais e educativas;

6. RECURSOS: Desenvolver projetos e filme institucional para captação de recursos através de financiamento coletivo, crédito solidário, criação de moeda própria e demais meios para garantir a sustentabilidade do GaRfOS, a promoção da Feira, a criação da Sede, restaurante e loja;

7. MISSÃO: Ser uma ferramenta para o re-encantamento do mundo, embasado na Ecologia Profunda e na Comunicação Não Violenta pela defesa da vida, fortalecendo assim as relações comunitárias, sociais e afetivas e promovendo a transformação e emancipação do indivíduo para a construção de um mundo melhor.
Promover a transição agroecológica nos meios rural e urbano, através da criação de uma Feira de produtos Orgânicos, da produção transmídia e de práticas educativas que contemplem as diversas manifestações sociais, artísticas e culturais, ressignificando os espaços públicos através do diálogo político do amor pelo mundo.

Encontros

Nossos encontros de articulação são sempre reuniões abertas à todos e todas, coletivos, movimentos, organizações, produtores, consumidores, coletivos, pesquisadores, professores, estudantes, produtores, consumidores e demais interessados em participar da construção deste espaço.

Nossa proposta é contribuir para agilizar a construção e fomento de uma rede, com a criação de um espaço de intercambio de relações em que os diferentes atores poderão atuar de maneira a potencializar suas ações.

www.garfos.org.br

CSA – Agricultura Sustentada pela Comunidade

CSA (Community Supported Agriculture) é um novo conceito de comercialização de produtos rurais orgânicos. Nessa rede, os consumidores se comprometem a pagar um valor mensal fixo para o agricultor, que disponibilizará mensalmente uma cesta variada de produtos orgânicos. A ideia é que os agricultores tenham uma renda fixa, podendo focar apenas na produção de alimentos, e eliminar os esforços para a comercialização com mercados e feiras. Dessa forma, o CSA é um conceito de comercialização direta, que pode ser um meio economicamente viável de famílias consumirem produtos orgânicos e de qualidade. As família envolvidas (em Botucatu, são aproximadamente 150 famílias que compõe a rede de uma família de agricultor) podem e são incentivadas a participar das etapas de produção orgânica, podendo ir até a propriedade conhecer mais sobre a agricultura sustentável, saber de onde vem seu alimento e entender melhor sobre a responsabilidade que os consumidores também tem na preservação do meio ambiente através de uma agricultura sustentável.

Estamos empenhados em articular um grupo de CSA em Sorocaba e prestar assessoria aos interessados em criar grupos de CSA pelo Brasil.

http://csabrasil.org/

NAAC UFSCar

O Núcleo de Agroecologia Apete Caapuã teve início em 2009, a partir de demanda de estudantes de Biologia e Engenharia Florestal da UFSCar Sorocaba, como grupo de estudos e práticas em agroecologia executando projetos de extensão.

Em 2010, o grupo foi contemplado pelo edital 058 do CNPq, que previa a formação de um Núcleo de Agroecologia, reforçando a atuação também junto a parceiros da região com agricultores familiares e assentados da reforma agrária. Diversos projetos e editais ligados à Universidade têm apoiado as ações do Núcleo e com isso temos realizado diversas atividades como os grupos de estudo, eventos como I Semana de Agroecologia e I Fórum Articulação Sorocabana de Agroecologia, Abril Vermelho, assim como projetos de extensão universitária: PET, PROEXT, PROEX, e ocurso de capacitação para professores da ETEC, oficina de certificação, oficinas de temas agroecológicas: sementes agroecológicas, SAF, adubação verde, bioconstrução.

Desde março de 2014 integro a equipe de pesquisa e extensão doo NAAC.

Missão
“Promover espaços de diálogos e vivências dentro e fora da academia incentivando as práticas agroecológicas economicamente viáveis no meio urbano e rural, sendo um facilitador para a organização de processos de mudanças individuais e coletivas, fortalecendo os trabalhos em redes.”

Visão
“É um coletivo de trabalho consolidado, inspirado pela agroecologia que alia o conhecimento tradicional e cientifico na busca de um novo paradigma de desenvolvimento socioambiental”

http://apetecaapua.wordpress.com

Conselho de Segurança Alimentar de Sorocaba elege sua diretoria

Na manhã desta sexta-feira (23/5/2014), foi realizada a assembleia de retomada e eleição do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) de Sorocaba, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

A mesa diretora do Consea ficou com a seguinte composição: Bruno Marcondes Franques, da Rede SANS / Instituto Terra Viva / Garfos e Núcleo de Agroecologia Apetê Caapuã, como presidente; Laércio Carlos Arantes, da Sedes, como vice-presidente; Maria Cristina de Araújo Zumkeller, do Plenu, como secretária; Janete Aparecida Tossato Varella, da Paróquia Nossa Senhora do Povo, como segunda-secretária; Meire Ellen Pereira Rodrigues, do Banco de Alimentos, como conselheira titular, e Maria Cristina Antunes de Almeida, da Secretaria da Educação (Sedu), como conselheira suplente.

Foram eleitos como titulares da sociedade civil: Sebastião Benedito da Silva (União de Moradores), Edson Sampaio (Coapis), Adriana Maria Benavides Serabion (Sesi), Meire Ellen Pereira Rodrigues (Banco de Alimentos), Marco Antonio Juscelino de Oliveira (Ceagesp), Sonia Salvatori (Sindicato Rural), Bruno Marcondes Franques (Rede SANS, Instituto Terra Viva, Garfos e Núcleo de Agroecologia Apetê Caapuã), Marco Antonio Pereira (CAE), Janete Aparecida Tossato Varella (Paróquia Nossa Senhora do Povo), Luciana Suemi (CIPS), Maria Cristina de Araújo Zumkeller (Plenu), Francisco Carlos Ribeiro (Comapa), Sandra Regina B. da Silva (Etec Rubens de Faria) e Pedro Israel Paifer (Coopguaçu).

Como suplentes foram eleitos: Elisângela de Souza (Sedes), Kátia Cilene Godoy (Sedes), Vânia Érica Rodrigues do Nascimento (CAE), Alcindo Alves (Coapis), Ademir de Almeida (APTA), Claudinéia Aprecida de Almeida de Mira (Plenu) e Sheila Silva (Lua Nova).

A próxima reunião do conselho acontecerá no dia 4 de junho, às 10h, na sede da Coapis, que fica na rua Gonçalves Magalhães, 963, no bairro Trujillo, e é aberta a todos os cidadãos e cidadãs, que têm direito a voz.

Sobre o Conselho: Criado pela Lei Municipal nº 6968, de 19/02/2004, mas inativo desde então, o Consea visa propor diretrizes gerais da política municipal de soberania e segurança alimentar e nutricional. É um órgão consultivo, no âmbito de sua competência, assessorando o poder público municipal na articulação entre governo e a sociedade civil na proposição de diretrizes para políticas e ações na área de alimentação e nutrição.  De caráter transdisciplinar e multisetorial, o Consea articula diretamente diversas áreas da gestão pública, passando pela educação, agricultura, meio ambiente, saúde e economia.

O Consea integra as ações governamentais e da sociedade civil visando ao atendimento da parcela da população que não dispõe de meios para promover suas necessidades básicas, em especial, o combate a fome, o acesso à alimentação de qualidade, o aumento de renda familiar e o combate à desigualdade de renda. Busca ainda fomentar a reforma agrária, a economia solidária e a disseminação da rede de agricultura de base ecológica.

Alguns dos objetivos da nova gestão são:

  • Ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e ecológicos– fortalecer a produção, abastecimento e comercialização (centrais de abastecimento, mercados públicos, feiras agroecológicas, estímulo aos pequenos produtores);
  • Reduzir a insegurança alimentar e nutricional – atender grupos vulnerabilizados;
  • Ofertar alimentação saudável nos equipamentos públicos – qualificação nas redes de educação, assistência social e saúde, nos restaurantes populares e cozinhas comunitárias;
  • Promover escolhas saudáveis pela população – educação ambiental, política, alimentar e nutricional e criação de ambientes promotores da alimentação adequada e saudável;
  • Prevenir, monitorar e controlar agravos e doenças relacionados com a alimentação – fortalecimento da atenção à saúde;
  • Evitar danos promovidos pelo setor privado – incentivo à economia solidária, alternativa e regulação das atividades do setor privado;
  • Fomentar o desenvolvimento da agricultura familiar e ecológica – maior soberania alimentar.

Segundo a lei de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei no. 11.346), a segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.

E abrange:

I. a ampliação das condições de acesso aos alimentos por meio da produção, em especial daagricultura tradicional e familiar, do processamento, da industrialização, da comercialização, incluindo-se os acordos internacionais, do abastecimento e da distribuição dos alimentos, incluindo-se a água, bem como da geração de emprego e da redistribuição da renda;

II. a conservação da biodiversidade e a utilização sustentável dos recursos;

III. a promoção da saúde, da nutrição e da alimentação da população,

incluindo-se grupos populacionais específicos e populações em situação de vulnerabilidade social;

IV. a garantia da qualidade biológica, sanitária, nutricional e tecnológica dos alimentos, bem como seu aproveitamento, estimulando práticas alimentares e estilos de vida saudáveis que respeitem a diversidade étnica e racial e cultural da população;

V. a produção de conhecimento e o acesso à informação; e

VI. a implementação de políticas públicas e estratégias sustentáveis e participativas de produção, comercialização e consumo de alimentos, respeitando-se as múltiplas características culturais do País.

De acordo com a Via Campesina Internacional, Soberania Alimentar é o direito dos povos a definir suas próprias políticas e estratégias sustentáveis de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam o direito à alimentação a toda a população, com base na pequena e média produção, respeitando suas próprias culturas e a diversidade dos modos camponeses de produção, de comercialização e de gestão, nos quais, a mulher desempenha um papel fundamental.

As civilizações e a rica diversidade cultural entre os povos atestam a centralidade do alimento e da nutrição para a realização das pessoas, das famílias e das nações. Alimento e nutrição são exigências inegociáveis da nossa vida no planeta, portanto um direito humano básico e determinante para tudo mais.

A garantia do alimento fundamenta a própria paz. Alimentar o corpo, a alma e o espírito, uma questão de cidadania planetária e razão primeira do progresso e do desenvolvimento.

Integrados na cadeia alimentar que constitui a riqueza e a originalidade do planeta em que fomos dados à luz, cabe-nos zelar e cuidar das fontes da vida e de sua sociobiodiversidade.