EMERGÊNCIAS: SOBRE FLORESTAS E CIVILIZAÇÕES. Pela defesa complexa da Floresta Nacional de Ipanema e suas relações.

*Artigo elaborado para organizar as ideias a serem apresentadas no I Colóquio Regional em Defesa da Flona de Ipanema. 27 de agosto de 2014. Salão Vermelho do Campus Trujilo, UNISO, Sorocaba.

 

“Gosto muito de citar uma frase de Walter Benjamin. Em suas ‘Teses sobre o conceito de história’, ele diz: ‘Nós, marxistas, temos o hábito de dizer que as revoluções são a locomotiva da história. Mas talvez a coisa seja um pouco diferente. Talvez as revoluções sejam a humanidade puxando os freios de emergência para parar o trem.’ É uma imagem bastante atual. Hoje em dia, somos todos passageiros de um trem, que é a civilização capitalista, industrial, ocidental, moderna. Esse trem está indo, com uma rapidez crescente, em direção ao abismo. Lá na frente há um buraco que se chama aquecimento global ou crise ecológica. Não se sabe a quantos anos de distância se encontra esse abismo, mas ele está lá. Portanto, a questão é parar esse trem suicida e mudar de direção” (Michael LÖWY, Ecossocialismo. 2012, p 14).

 

Início da FLONA de Ipanema: Conflitos x Reforma Agrária

No mundo todo o início da década de 1990 foi bastante turbulento. No panorama mundial, o fim da URSS e da guerra fria estimulava os mais entusiastas do capitalismo a declarar o fim da história. Na América Latina, após décadas sombrias de ditaduras militares, as democracias reconquistadas elegiam governos neoliberais. E no Brasil, o ano que terminaria com o impeachment do primeiro presidente eleito diretamente pela população, começava com um importante encontro internacional sobre a crise ecológica, a Eco 92.

Esse ano, que de acordo com a periodização histórica proposta por Eric Hobsbawn seguia ao fim do “Breve século XX” foi também um marco positivo para os movimentos sociais com o início do movimento altermundialista. Trata-se das mobilizações que reuniram inúmeros Movimentos Sociais em uma articulação que se projetava a todo o continente onde impuseram o que intitularam como “Quinhentos anos de resistência indígena, negra e popular”, contra as comemorações pelos quinhentos anos do “descobrimento”, que os governos neoliberais da região, apoiados pelos governos Ibéricos, articulavam placidamente celebrar em 1992 (PIÑERO, 2012, p. 7). Os dirigentes políticos da época deliberadamente ignoravam o massacre dos povos originários e planejavam festejar a data como os primórdios da globalização. Exaltavam a vitória da civilização contra a barbárie, mas não puderam ocultar a barbárie de sua civilização.

Nesse contexto, em 20 de maio de 1992, pelo Decreto Federal nº 530, a Floresta Nacional de Ipanema passa a existir, marcando uma história repleta de conflitos dos quais abordaremos alguns nas linhas a seguir. A começar pela situação em que o citado decreto foi proclamado. A área da fazenda Ipanema havia sido ocupada por centenas de famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra que reivindicavam a reforma agrária como ação política urgente de respeito à democracia e aos direitos fundamentais, incluindo Soberania Alimentar e o respeito às comunidades tradicionais.

A luta pela reforma agrária combate o avanço da industrialização nas áreas rurais, porque essa se dá de maneira totalmente predatória em todos os sentidos, econômico, social e ambiental. É intrigante como uma ação que a princípio visa proteger uma área florestal rica em diversidade de fauna e flora fora utilizada para a manutenção de uma política de devastação. O decreto em questão buscou inviabilizar que a ocupação fosse regulamentada como assentamento, acenando uma compactuação com o agronegócio. Graças ao apoio da comunidade acadêmica da ESALQ de Piracicaba, que ajudou os assentados a proporem uma comunidade sustentável, o assentamento foi enfim regulamentado anos mais tarde. O debate migra então para outra questão, a que opõe preservacionistas e conservacionistas.

 

Preservação x Conservação

Entendemos que o ser humano está e sempre esteve imerso na natureza. Mas nossa sociedade judaico-cristã se desenvolveu junto com um processo de afastamento dessa concepção onde o humano, a civilização passou a figurar em oposição à natureza, à barbárie. Essa falsa dicotomia teve seu auge na modernidade e mesmo quando passamos a nos preocupar com os problemas ecológicos ela persistiu. Resultado disso é a concepção de ecologia como a defesa da natureza contra a ganância estúpida do homem e suas civilizações modernas. Chamamos de preservacionista a corrente que defende a proteção de áreas naturais contra qualquer intervenção ou presença humana.

No entanto, acreditamos que a crise ambiental pela qual passamos está inserida em uma crise maior, uma crise civilizacional, que abarca simultaneamente crises políticas, sociais e econômicas. Assim, para se enfrentar uma delas é necessário enfrentar todas elas. Trata-se de uma crise sistêmica, em que as superestruturas da organização humana precisam ser alteradas. E uma maneira de se enfrentar essa grave crise é entendê-la em toda sua complexidade. É superar o maniqueísmo, a fragmentação dos saberes, o positivismo e a arrogância do homem moderno. A crítica à modernidade e seus valores, com origem no início de nossa civilização judaico-cristã, mas que chega em seu auge neste período, passa a ser etapa fundamental para a construção de uma nova sociedade, com um entendimento mais amplo de sua complexidade, uma visão sistêmica e valorização dos diversos saberes, em toda sua diversidade.

É com essa premissa que surge a ecologia social, em que o homem passa a ser visto como parte integrante e inseparável da natureza. Michael Bookhin chega até a propor que a humanidade seria a manifestação da consciência da própria natureza sobre si mesma. E é nessa linha que o conservacionismo se encaixa, ou seja, a conservação da natureza com a presença do homem. Ao invés de separar as sociedades predatórias de áreas de proteção da natureza selvagem, a mudança no estilo de vida e valores das comunidades humanas. A valorização de modos de vida tradicionais, que podem muito bem manter áreas de proteção ambiental ao mesmo tempo em que preservam seus modos de vida.

Acontece que o debate é desviado por aqueles que querem se apropriar das fontes naturais como insumos de suas atividades lucrativas e nada mais enxergam à sua volta. Nesse caso, esses também defendem a conservação com manejo sustentável, mas sob um viés profundamente diferente. Mais conscientes dos limites naturais do planeta, querem, no entanto continuar a exploração, mas de uma maneira que não seja escandalosamente predatória. Essa dificuldade faz com que alguns ecologistas prefiram a defesa intransigente da natureza sem qualquer intromissão de atividades humanas, sem perceber que colocam no mesmo bojo modos de vida tão diferentes.

No caso da Flona de Ipanema, quando instaurada por decreto presidencial em 1992, a intenção era claramente expulsar de lá as comunidades campesinas que ocupavam aquele espaço, com argumentos justificados no princípio da preservação. No entanto avançou-se para um entendimento mais aberto e a Floresta Nacional foi regulamentada como uma Unidade de Conservação, com certas possibilidades de manejo. Hoje o debate volta à tona quando se propõe que a Flona passa a ser considerada Parque Nacional, retornando ao viés preservacionista onde nem o Viveiro de mudas, nem a prática da coleta de sementes poderiam continuar. Quais as consequencias então que teríamos aos assentamentos rurais de seu entorno?

 

Reconfiguração da área da FLONA de Ipanema

Há uma proposta que vem sendo trabalhada em nível institucional sobre a qual exigimos mais transparência e participação popular. Trata-se de uma reconfiguração dos limites espaciais da área da Flona. A área de conservação recuaria do Norte para o Sul, saindo de quase toda a área ocupada hoje pelo Assentamento de Ipanema, enquanto seus limites a sudoeste seriam ampliados conseguindo preservar inclusive uma área importante de mananciais. Em geral a proposta é ótima, não fosse um “pequeno” entrave. O projeto inicial não abriria mão de uma área onde hoje estão assentadas algumas famílias e exigiria que elas fosse removidas. Acontece que essas famílias estão trabalhando na terra há muitos anos, inclusive com o cuidado ecológico da agroecologia e de Sistemas Agroflorestais. Não se pode ignorar essa ocupação cuidadosa e produtiva ao propor um projeto tão importante. Será preciso muito mais debate e respeito às comunidades que lá estão para que esse projeto não seja mais uma imposição truculenta da administração pública sobre nosso campesinato.

No entanto o aumento do limite sudoeste da reserva é muito bem-vindo, uma vez que passaria a proteger importantes nascentes do sistema hídrico da região. E entramos assim em uma questão urgentíssima, a crise da água.

 

São Pedro, Resíduos Sólidos e o Novo Plano Diretor de Sorocaba

Como passaremos a ver ao longo deste artigo, as ameaças à Flona de Ipanema são constantes e surgem de todos os lados. Apesar da gravíssima crise da água que vem nos assombrando, com reservatórios secando, grandes cidades indo buscar água em locais cada vez mais longínquos com duras consequencias às populações que gradativamente são privadas do uso constante da água – restrições, aliás, que por hora recai apenas sobre as populações que vivem em bairros mais desassistidos, ou cidades “menos importantes” -, nossos representantes políticos insistem em não assumir o problema. Tal é o descaso que dois projetos absurdos assombram a zona de amortecimento da Flona de Ipanema. Um deles, mais pontual e que talvez já não represente ameaça real, foram as insistentes a tentativas da prefeitura de Sorocaba de instalar um aterro sanitário em uma região de mananciais, à sudoeste da Flona, dentro de sua zona de amortecimento. Outra investida da mesma gestão do executivo sorocabano, essa ainda uma ameaça forte e iminente, é a revisão do Plano Diretor Municipal de Sorocaba. Entre as diversas ausências da proposta, como um plano de Mobilidade Urbana, de Saneamento Básico, de Meio Ambiente, se destaca o principal intuito da proposta: a expansão da área urbana da cidade sobre o que resta da área rural de seu entorno. Uma dessas áreas é justamente a parte sorocabana da zona de amortecimento da Flona de Ipanema. Na contramão do que a crise nos conclama, que seria a conservação e o aumento do cinturão verde da cidade, com o estímulo à agricultura familiar ecológica em sua zona rural, zelando pela proteção de importantes nascentes, a prefeitura propõe lotear tudo e entregar à especulação imobiliária! E quando indagada sobre a crise hídrica, que logo será convertida também em crise energética, nossa administração pública culpa São Pedro pela falta de chuva.

 

Incoerências da tecnologia Nuclear

A crise energética, aliás, é um mote para os que defendem a Energia Nuclear, considerada por eles energia limpa. No entanto essa matriz energética nada tem de limpa. É altamente tóxica e contamina meio ambiente e populações em todos os seus processos. Da extração, passando pelo transporte, enriquecimento e o imponderável lixo atômico resultante. Isso para não falar da constante ameaça de acidentes que ocorrem em número muito maior do que é reportado à opinião pública. A AIEA (Agencia Internacional de Energia Nuclear) recebe todo ano cerca de 10 a 15 notificações de acidentes em usinas de todo o mundo.

E como se não bastasse convivermos com o projeto atômico da marinha do Brasil presente em Aramar, na zona de amortecimento da Flona de Ipanema, está na ordem do dia a aprovação para a instalação de mais um reator nuclear em suas imediações. Há quem defenda esse novo reator por não ser um projeto de geração de energia e portanto não ter a mesma potencia e perigo. Mas ao assumir a diferença de escala, assumem a existência da ameaça. Trata-se de um Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), onde a pesquisa industrial e em medicina nuclear teriam prioridade, mas onde também serão contemplados diversos outros “multipropósitos” em pesquisa com essa perigosa tecnologia. No mais, é no mínimo incoerente o combate ao câncer – principal bandeira da medicina nuclear – acontecer utilizando-se de processos altamente cancerígenos, extremamente obscuros e imensamente onerosos. É como desencadear uma guerra em nome da paz.

 

A incessante ameaça da mineração

Assim como o projeto do submarino nuclear de Aramar – que alguns dizem não ser o único projeto atômico desenvolvido pela marinha do Brasil e que há fortes indícios de que ali também se busca o desenvolvimento de uma arma nuclear – já estava instalado nas imediações da Flona antes do decreto de 1992, a exploração de minério naquela área é também anterior às suas preocupações ambientais. Aliás, um dos interesses de preservação da Flona de Ipanema se dá por seu viés histórico, já que foi palco da primeira fábrica de ferro das Américas, criada por D. João VI, em 1810.

No entanto o Morro de Araçoiaba, um fenômeno geológico de formação vulcânica, com grande diversidade mineral, localizado hoje dentro da área da Flona de Ipanema, tem importância histórica ainda mais antiga, que data de antes da invasão portuguesa do Brasil. O Morro de Araçoiaba foi durante muito tempo um importante ponte de referência para os povos que transitavam pela região, sendo inclusive passagem do caminho de Peabiru, uma série de rotas e trilhas pré-colombianas que ligavam o oceano Atlântico ao Pacífico.

Mas a sua potencial riqueza mineral se sobrepôs à sua importância histórica e mesmo depois de já desativada a fábrica imperial, sua área foi fragmentada em diversas concessões de mineração, loteadas à grandes empresas mineradoras. Passadas de uma à outra essas concessões chegaram às mãos das gigantes Vale Fertilizantes (minério) e Holcim (calcário), que em pleno século XXI reclamam na justiça seu direito de destruição.

 

Gestão e uso público dos espaços públicos

Reforma Agrária / Educação / Êxodo Urbano

Como poderíamos enfrentar as ameaças aqui listadas – entre outras que virão, e mais algumas invariavelmente omitidas por ignorância desse militante que vos escreve? A resposta passa pela reversão do êxodo rural que sofremos na segunda metade do século passado e superarmos a crise civilizatória mundial via mudança de paradigma de nossa civilização moderna.

Não tenho dúvida que o caminho passa pela participação política popular, pela democracia direta, pela re-apropriação pública dos espaços públicos, pela reforma agrária, pelo incentivo à agricultura familiar, de base ecológica e sustentável.

Há por exemplo um espaço dentro da Flona de Ipanema que foi por muito tempo utilizado como pista de pouso de aviões de aplicação de agrotóxicos, que hoje é utilizada para a prática de aeromodelismo, mas que há muito tempo é reivindicada pela comunidade do entorno para que seja ali construída uma escola técnica em Agroecologia.

O ICMBio, órgão que gerencia as Florestas Nacionais, mantém dentro da Flona uma estrutura ótima para cursos de imersão, com alojamento, restaurante e anfiteatro, mas que cobra altíssimas taxas que inviabilizam seu uso pela sociedade civil, ficando restrito ao uso pelo estado, que inclui a formação de guardas florestais que utilizam uma área de proteção ambiental para prática de tiro.

A sociedade precisa se engajar nessas questões indo das particularidades de cada uma delas às questões mais estruturantes. O caminho é o envolvimento nas questões políticas, a busca pela emancipação individual e pela ação coletiva. A seguir, como anexo, apresento algumas lutas que estamos engajados atualmente e que abordam as questões aqui levantadas. Os textos foram retirados de suas comunicações oficiais.

 

ANEXOS:

COALIZÃO EM DEFESA DA FLORESTA NACIONAL DE IPANEMA

Somos um grupo supra-partidário, formado por entidades da sociedade civil, movimentos sociais, coletivos, cidadãos e cidadãs das cidades que formam a região Sorocabana, que estão absurdamente indignados com o poder público e suas irresponsabilidades gerais. Em pauta está uma das principais reservas ambientais da região, a Floresta Nacional de Ipanema, que vem sofrendo muito na mão de governos comprados ou incompetentes e empresas gananciosas que não enxergam um palmo a frente de seus narizes, ofuscados por seus mesquinhos desejos egoístas de sucesso, poder e lucro a qualquer preço.

Entre as diversas idiossincrasias estão:

  • A recente aprovação da INSTALAÇÃO DE MAIS UM REATOR ATÔMICO EM ARAMAR, IPERÓ/SP, em um local vizinho à FLONA;
  • As outorgas públicas que concedem à duas grandes mineradoras o direito de explorar as reservas minerais presentes no subsolo da reserva;
  • O uso da Floresta de Ipanema como campo de treinamento de tiro;
  • A insistência da Prefeitura de Sorocaba em instalar dentro da reserva um aterro sanitário;
  • O tratamento aos assentados desde 1992 na Fazenda Ipanema, como “invasores”, por diversos órgãos como o IBAMA e o ICMBio;

Como assim não pode ter camponês reflorestando áreas degradadas a partir de técnicas agroflorestais – que são as mais avançadas tecnologias da agricultura ecológica -, mas podem explodir tudo para extrair minério, deixando rastros de destruição e contaminação durante o processo, podem jogar lixo indiscriminadamente e fazer experimentações nucleares sem a mínima cerimônia? Não, não pode! Não passarão!

http://preservasorocaba.wordpress.com/

 

Coalizão Contra Usinas Nucleares – Regional Sorocaba

A Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares é uma associação de pessoas que tomaram uma maior consciência dos problemas da opção nuclear com o acidente ocorrido em Fukushima, Japão, em 12 de março de 2011.

A partir dessa tomada de consciência os integrantes da Coalizão consideram que:

– o Brasil não precisa de usinas nucleares para atender às suas necessidades de energia elétrica;

– existem muitas alternativas para produzir energia elétrica sem correr o risco das usinas nucleares;

– ninguém tem o direito de impor aos brasileiros esses riscos e as consequências de acidentes;

– ninguém tem o direito de deixar para as gerações futuras o pesadelo do lixo nuclear.

A Coalizão não tem vínculos com partidos, governos ou igrejas. Os integrantes da Coalizão dela participam a titulo pessoal ou como membros de organizações que compartilham suas opiniões.

Na Região de Sorocaba, acaba de ser aprovada a INSTALAÇÃO DE MAIS UM REATOR ATÔMICO EM ARAMAR, IPERÓ/SP

www.xonuclear.net

 

Fórum Popular do Plano Diretor

Como um fantasma que ronda Sorocaba, tentando deixar marcas vivas no espaço urbano, na memória coletiva e nas pessoas que aqui vivem, a proposta de revisão do Plano Diretor Físico Territorial de nossa cidade, em fase final de tramitação na Câmara de Vereadores, está eivada de irresponsabilidades e precipitações. Se aprovado como está, o novo Plano Diretor vai comprometer o futuro imediato de Sorocaba, gerando danos irreparáveis à toda a população e consolidando o elitismo daqueles que querem negar a plenitude do direito à cidade.

Nós, movimentos sociais, coletivos, sindicatos e entidades diversas, manifestamos nossa eloqüente recusa ao atual projeto, pedimos que ele seja retirado imediatamente da pauta de votação do legislativo e propomos a adoção de um novo método de trabalho que respeite os seguintes procedimentos:

  1. a) avaliação técnica e setorial do Plano Diretor vigente;
  2. b) oficinas públicas para debate amplo e apresentação de propostas pelos participantes, realizadas em todas as regiões da cidade e em horários adequados à participação dos trabalhadores;
  3. c) abertura de um página da internet com explicação detalhada da proposta e tecnologia colaborativa para recepção de contribuições; e
  4. d) após a sistematização das propostas recebidas e elaboração de novo projeto, plenárias públicas para apresentação da minuta do projeto de lei.

direitosurbanossorocaba.wordpress.com/

 

Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva – Comitê regional sorocaba

Partindo da percepção de que “Esse Congresso não nos representa!!!” e que eles não resolverão os problemas que o povo brasileiro, em especial a juventude, levou às ruas em 2013. E para solucionar todos esses problemas fundamentais da nossa sociedade (educação, saúde, moradia, transporte, terra, trabalho, etc.) chegamos a conclusão de que não basta mudarmos “as pessoas” que estão no Congresso.

Precisamos mudar “as regras do jogo”, mudar o Sistema Político Brasileiro. E isso só será possível se a voz dos milhões que foram as ruas em 2013 for ouvida. Como não esperamos que esse Congresso “abra seus ouvidos” partimos para a ação, organizando um Plebiscito Popular que luta por uma Assembleia Constituinte, que será exclusivamente eleita e terá poder soberano para mudar o Sistema Político Brasileiro, pois somente através dessa mudança será possível alcançarmos a resolução de tantos outros problemas que afligem nosso povo.

www.plebiscitoconstituinte.org.br/

 

Articulação paulista de Agroecologia

Atualmente, a APA apresenta mais de 200 experiências agroecológicas, representando exemplos de sucesso na agricultura familiar e contribuindo para a afirmação destes grupos diante da enorme pressão exercida pelo agronegócio das grandes monoculturas de exportação, bastante expressivo em nosso estado. A APA já promoveu seis encontros ampliados no Estado de São Paulo articulando milhares de pessoas nos últimos 10 anos de existência, como demonstra a figura 1 abaixo, dos cartazes dos eventos realizados. Estes encontros massivos, ora realizado como evento principal, ora como evento complementar, contribuíram fortemente para o avanço da pesquisa, do ensino e da extensão em Agroecologia e da ampliação das barreiras relativas a construção de uma Ciência comprometida com as demandas atuais de nossa sociedade.

http://redeapa.org/

 

Miséria

 

Eis que a subversão se faz necessária

A imperativa sujeição torna-se intragável

Ácidas chuvas, assaz desiguais

Corroem o mudo intelecto dormente

 

De nossa massa amorfa que mofa

Enfileirada na mórbida suposta vaga civil

Gargantas cortadas, pulsos dilacerados, assaltos a mão armada

Ilegais transações suadas pela básica cesta social prometida

Assassinado brio d’alma que se desloca sedenta

 

Entre lamas de desilusões

Aos farrapos incondicionados

Exércitos de excomungados

Tiros de todos os lados

Televisivas balas escatológicas

Inseridas ambições artificiais do vão consumo…

 

Mas caia, que entre rachas e bordoadas

Sempre há espaço exploratório entre os ratos

De homens, a carcaça carcomida

De ovelhas, o ímpeto rebanho

De ilusões, qualquer carnaval ou campeonato regional

 

Bebo a ti, Ó Miséria triunfante

Que teu reinado apodreça como fortunas depauperadas

No insano hiper-mercado capital

Que os orgulhos despedaçados dos estômagos grudados que a alimentam

Vomitem em tua face todo o sangue que derramastes

Invoco aqui a ânsia e a loucura

Corroentes dos apáticos explorados

A que invistam em ti todo capital e luxúria

Produtos de tua glória

Que as fezes voem das latrinas podres da periferia

E enterrem teus soldados

Que cada tostão molhado de suor alheio

Transforme-se em uma tulipa branca

E de dentro de tua vã estupidez

Atirarás furiosa, as flores angustiantes da mesquinhez

De não ver o belo, o ser, o terno

E o tapete branco de pétalas rejeitadas

Erguer-se-á em cataratas

Lavando o pranto em jorro

Como em uma poesia bem diferida

Uma arte engajada

 

A voz cativa da mídia em ebulição

Não mais proliferando tua insensatez

Mas cantando tua morte, ó miséria

Escancarando teus carrascos

Esquartejando tuas crias, uma a uma

Imputando-as-te goela abaixo

 

E das flores, os homens

A humanidade festeja em teu sepulcro

E a glória de não mais agir em teu nome

Reina n’arte revolucionária

Entre tintas e músicas

Palavras em transe

Beliscam um a um

Os cadáveres por ti deixados.

Coalizão em Defesa da Floresta Nacional de Ipanema

A COALIZÃO EM DEFESA DA FLORESTA IPANEMA é um grupo supra-partidário, formado por entidades da sociedade civil, movimentos sociais, coletivos, cidadãos e cidadãs das cidades que formam a região Sorocabana, que estão absurdamente indignados com o poder público e suas irresponsabilidades gerais. Em pauta está uma das principais reservas ambientais da região, a Floresta Nacional de Ipanema, que vem sofrendo muito na mão de governos comprados ou incompetentes e empresas gananciosas que não enxergam um palmo a frente de seus narizes, ofuscados por seus mesquinhos desejos egoístas de sucesso, poder e lucro a qualquer preço.

Entre as diversas idiossincrasias estão:

  • A recente aprovação da INSTALAÇÃO DE MAIS UM REATOR ATÔMICO EM ARAMAR, IPERÓ/SP, na Zona de Amortecimento da FLONA;
  • As outorgas públicas que concedem à duas grandes mineradoras (VALE e HOLCIM) o direito de explorar as reservas minerais presentes no subsolo da reserva;
  • A insistência da Prefeitura de Sorocaba em instalar dentro da reserva um aterro sanitário;
  • O uso da Floresta de Ipanema como campo de treinamento de tiro;
  • O tratamento aos assentados desde 1992 na Fazenda Ipanema, como “invasores”, por diversos órgãos e institutos oficiais;
  • Área extensa dentro da Flona que já foi utilizada como pista de pouso, está sendo explorada para prática de aeromodelismo, apesar da reivindicação de que lá se construa um Instituto Federal de Educaçõ em Agroecologia;

Como assim não pode ter camponês reflorestando áreas degradadas a partir de técnicas agroflorestais – que são as mais avançadas tecnologias da agricultura ecológica -, mas podem explodir tudo para extrair minério, deixando rastros de destruição e contaminação durante o processo, podem jogar lixo indiscriminadamente e fazer experimentações nucleares sem a mínima cerimônia? Não, não pode! Não passarão!

SOMOS DEFINITIVAMENTE CONTRA: 

  • A exploração de minério na FLONA (ou em qualquer outra área preservada);
  • O desenvolvimento de tecnologia Nuclear em solo brasileiro (ou em qualquer outro território do planeta);
  • A instalação de um aterro sanitário na FLONA (ou em qualquer outro local);
  • O tratamento preconceituoso empregado aos camponeses assentados na região (ou a qualquer outra pessoa ou grupo social);

SOMOS ENTUSIASTICAMENTE A FAVOR:

  • Da reforma agrária, da agricultura familiar e da produção agrícola de base ecológica;
  • Da permanência de campesinos, assentados, quilombolas, indígenas e demais povos tradicionais em Áreas de Proteção Permanentes (APPs), com a devida assistência técnica para que o manejo florestal e agrícola seja totalmente ecológico e restaurativo;
  • O desenvolvimento de atividades de ensino e pesquisa dentro das APPs e com a comunidade de seus entornos;

“No começo, pensei que estava lutando para salvar as seringueiras. Depois, pensei estar lutando para salvar a floresta Amazônica. Agora percebo que estou lutando pela humanidade.” Chico Mendes

JUNTE-SE A NÓS E VAMOS DEFENDER O QUE AINDA NOS RESTA DA FAUNA E FLORA DE NOSSO PLANETA! JUNTOS SOMOS FORTES!
acesse o site e veja como participar: www.preservasorocaba.wordpress.com

Ajude-nos a proteger a Floresta Nacional de Ipanema contra as barbaridades que a ameaçam! Assine a petição e compartilhe com seus amigos!
http://www.avaaz.org/po/petition/Ministerio_do_Meio_Ambiente_Governo_Federal_Salvem_a_Floresta_Ipanema/?nDiCkdb

PANGEON. Comunicação, Arte e Cultura

cropped-logo2013.jpgPangeon é a marca criada por Bruno Franques para atuar como freelancer em Comunicação Visual a partir da virada do milênio.

Além de desenvolver uma ampla gama de serviços em desenho gráfico, contemplando todos os seus formatos e aplicações, a agência ainda cobre as áreas de audiovisual e museologia. Como se não bastasse, a trilha percorrida pelas ciências sociais e pela comunicação pública agregou ao visual a habilidade com as palavras, trazendo todo tipo de serviço textual, da pesquisa à produção de textos, passando pela tradução e revisão.

A agência pouco a pouco foi se alinhando à própria ideologia de seu criador e atende hoje principalmente coletivos de arte e cultura, entidades e instituições da sociedade civil e movimentos sociais.

Tendo a questão ambiental como premissa fundamental para todos aqueles que buscam incidir na transformação do mundo, incorporamos a perspectiva ecológica em toda leitura que fazemos das questões sociais.

Pangeon

Fusão de duas palavras ricas e complexas, Pangeon resulta em uma palavra fecunda e auspiciosa.

Pangéia é o nome dado ao primeiro continente, quando há cerca de 300 milhões de anos a porção de terra que formava a área não inundada do planeta constituía um único bloco, visualmente semelhante ao semblante do início da vida humana, um embrião em posição fetal. Pan, do grego, significa o todo e Géia é uma variação de Gaia, a Deusa Mãe.

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Om é um dos mantras mais conhecidos e entoados no mundo e o mais importante do hinduísmo entre outras religiões que o praticam. É o corpo sonoro do Absoluto, o som do universo e a semente que fecunda os outros mantras. Sonoramente é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho.

Ohm

Pangeon é além da ode a um novo mundo possível, a fusão do passado e futuro e a ação presente para alcançar a utopia perdida. Om é o caminho de Pangéia, onde todos somos um e onde em cada um há o todo.

“Por um mundo em que sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres!”
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Jardim do Livre Sonhar

O Núcleo de Educação Infantil Jardim do Livre Sonhar é formado por um grupo de mães, pais, educadores, cidadãos e cidadãs que não acreditando no sistema de ensino tradicional resolveram criar um espaço para os envolver colaborativamente rumo a um projeto que contemple seus sonhos e suas visões de mundo.

Nossos Objetivos

1. (Pesquisa) Pesquisa da cultura local, práticas pedagógicas, informações jurídicas, projetos semelhantes e metodologias de gestão de projetos  compilando um manual de intenções.

2. (Equipe) Formar uma equipe multidisciplinar, reunindo pessoas interessadas e comprometidas, com visão e similaridades, identificando potencialidades do grupo e destacando um educador(a) com propósito comum.

3. (Espaço) Encontrar um local com custo reduzido e espaço verde que contemple as práticas da permacultura e atividades ao ar livre.

4. (Formação) Criar um Grupo de Estudos que promova pesquisa, intercâmbios, cursos e projetos comuns para apropriação de teorias e práticas pedagógicas com foco na formação e capacitação de pais e professores.

5. (Recursos) Buscar a sustentabilidade através da economia solidária com grupos de geração de renda e apoios institucionais.

6. (Comunicação) Criar um Centro de Mídia e Educomunicação para formação de redes colaborativas, divulgação e interação com a comunidade e o poder público.

7. (Práticas pedagógicas) Criar um espaço pedagógico lúdico, flexível e rítmico, que contemple Centro de Memória, Ateliê de Artes e Ofícios e atividades de campo.

http://livresonhar.wordpress.com

Enraíze. Soluções Participativas

Somos uma empresa colaborativa, especializada em consultoria, gestão e educação voltada ao desenvolvimento de projetos e programas de abrangência social, ambiental e cultural.

Formamos uma rede pluridisciplinar de profissionais, coempreendedores de projetos compartilhados e cocriadores de ideias, com experiência e sensibilidade para integrar os saberes científico e popular de forma inclusiva e criativa em todo território brasileiro.

Atendemos o setor público, privado e a população em geral, na construção de iniciativas com qualidade e eficiência, através de investimentos nas comunidades em que estão instaladas ou em localidades que possam beneficiar-se dessas iniciativas. A organização define os temas, a ENRAÍZE desenvolve o método.

Em processos de aprendizagem, oferecemos soluções participativas para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de técnicas e métodos em ações responsáveis e compartilhadas. A singularidade e o respeito são nossas particularidades nos diferentes territórios, por meio de tecnologias sociais inovadoras.

Como diretriz, assumimos a colaboração como modelo de atuação social e no convívio cotidiano das relações entre as pessoas em redes de interação social e política pública. Acreditamos que pessoas com autonomia são mais criativas e responsáveis. Desta forma, ao desenvolver o potencial de interação com práticas integrativas, obtemos melhores resultados e qualidade de vida.

A ENRAÍZE nasce de um compromisso ético que busca tornar visível as conexões entre o homem e a natureza. Baseada na simplicidade e no desenvolvimento humano como premissas para uma visão sistêmica na construção de sociedades mais justas.

PRINCÍPIOS E VALORES
· Gestão ética, colaborativa e transparente;
· Educação popular;
· Horizontalidade;
· Respeito ao diálogo;
· Valorização da diversidade;
· Promoção de autonomia e empoderamento.

VISÃO
Contribuir na construção de sociedades mais justas através da visão sistêmica, inspirados na Educação Popular e na Alfabetização Ecológica para a garantia da participação dos indivíduos de forma autônoma e a favor dos bens comuns em prol da sustentabilidade.

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APA – ARTICULAÇÃO PAULISTA DE AGROECOLOGIA

A APA é uma Rede de entidades não governamentais, movimentos sociais, técnicos, agricultores, educadores, extensionistas e estudantes envolvidos na promoção e fortalecimento da Agroecologia no Estado de SP.

Missão
No estado de São Paulo, vinculada a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), atua a Articulação Paulista de Agroecologia (APA), uma rede de entidades não governamentais e governamentais, que tem como principal objetivo fortalecer e intercambiar experiências agroecológicas na agricultura familiar rural e urbana no estado de São Paulo.

Descrição
Atualmente, a APA apresenta mais de 200 experiências agroecológicas, representando exemplos de sucesso na agricultura familiar e contribuindo para a afirmação destes grupos diante da enorme pressão exercida pelo agronegócio das grandes monoculturas de exportação, bastante expressivo em nosso estado. A APA já promoveu seis encontros ampliados no Estado de São Paulo articulando milhares de pessoas nos últimos 10 anos de existência, como demonstra a figura 1 abaixo, dos cartazes dos eventos realizados. Estes encontros massivos, ora realizado como evento principal, ora como evento complementar, contribuíram fortemente para o avanço da pesquisa, do ensino e da extensão em Agroecologia e da ampliação das barreiras relativas a construção de uma Ciência comprometida com as demanadas atuais de nossa sociedade.

Informação Geral
Esta articulação envolve atualmente as regiões do Vale do Ribeira e do Paraíba; região de Ribeirão Preto, Região de Campinas e a área serrana limítrofe da Serra da Mantiqueira, Região Metropolitana de São Paulo, Região Sorocabana, Região de Botucatu, Rio Claro-Piracicaba, Sudoeste Paulista (Itapeva) Andradina, Araraquara e São Carlos.

Entre os coletivos e entidades que participo, integram a APA: NAAC, GaRfOS, Rede SANS e Instituto Terra Viva

https://www.facebook.com/ArticulacaoPaulistaDeAgroecologia

GaRfOS – Grupo de Articulação Regional da Feira de Orgânicos de Sorocaba

O Grupo de Articulação Regional da Feira de Orgânicos de Sorocaba (GARFOS) foi criado com a intenção de formarmos um coletivo aberto, autogestionário, colaborativo, horizontal e dinâmico para juntos criarmos uma bela, consistente e duradoura Feira Orgânica em Sorocaba, focada na disseminação dos conhecimentos e das práticas de produção orgânica e de base agroecológica na região.

As Feiras acontecem todo sábado, das 9h as 13h no Parque Natural Chico Mendes, que fica na Av Três de Março, 1025, Alto da Boa Vista, Sorocaba/SP.

MISSÃO

“Ser um espaço que promova a transformação social e a transição agroecológica a partir de uma feira de orgânicos que articule atores sociais em práticas educativas, políticas, artísticas e culturais.”

OBJETIVOS

1. FEIRA: Criar um espaço de venda direta para facilitar o acesso à alimentos orgânicos e saudáveis, à preço justo para todos, com caráter de efetivação prática da articulação das redes de agroecologia e movimentos sociais, e para promover o uso do espaço público de forma livre e espontânea tal qual um festival para o enriquecimento artístico, pedagógico, troca de saberes, sabores e envolvimento;

2. REDE: Articular e engajar comunidades de consumidores, agricultores familiares orgânicos e em transição, redes, técnicos, universidades e outros atores sociais, buscando facilitar processos, mediar conflitos, mapear e estabilizar o potencial produtivo da região;

3. EDUCAÇÃO: Realizar atividades para divulgação dos princípios e missão do GaRfOS, trabalhar em escolas pela Educação Ambiental, alimentação saudável e sobre a Economia Solidária e promover ações voltadas aos jovens rurais visando o empoderamento no processo produtivo, a capacitação e valorização profissional como agricultor, e a formação espiritual, econômica, cultural, política e ideológica para as famílias dos agricultores;

4. ESTRATÉGIA: Incidir e articular junto aos formadores de opinião, movimentos sociais e demais frentes dos 3 setores da sociedade (Estado, Empresas e Comunidade), favorecendo uma participação colaborativa e autogestionária, tendo como referencia uma Carta de Princípios e um Protocolo de Conflito de Interesses.
Promover a preservação e o resgate da agrodiversidade regional e ter em foco a ampliação do projeto;

5. COMUNICAÇÃO: Documentar e divulgar conceitos da agroecologia, da produção orgânica e da permacultura rural e urbana em ações que valorizem a agricultura familiar e difundam a riqueza nutritiva e o potencial medicinal da alimentação saudável através de campanhas transmídias, artísticas, culturais e educativas;

6. RECURSOS: Desenvolver projetos e filme institucional para captação de recursos através de financiamento coletivo, crédito solidário, criação de moeda própria e demais meios para garantir a sustentabilidade do GaRfOS, a promoção da Feira, a criação da Sede, restaurante e loja;

7. MISSÃO: Ser uma ferramenta para o re-encantamento do mundo, embasado na Ecologia Profunda e na Comunicação Não Violenta pela defesa da vida, fortalecendo assim as relações comunitárias, sociais e afetivas e promovendo a transformação e emancipação do indivíduo para a construção de um mundo melhor.
Promover a transição agroecológica nos meios rural e urbano, através da criação de uma Feira de produtos Orgânicos, da produção transmídia e de práticas educativas que contemplem as diversas manifestações sociais, artísticas e culturais, ressignificando os espaços públicos através do diálogo político do amor pelo mundo.

Encontros

Nossos encontros de articulação são sempre reuniões abertas à todos e todas, coletivos, movimentos, organizações, produtores, consumidores, coletivos, pesquisadores, professores, estudantes, produtores, consumidores e demais interessados em participar da construção deste espaço.

Nossa proposta é contribuir para agilizar a construção e fomento de uma rede, com a criação de um espaço de intercambio de relações em que os diferentes atores poderão atuar de maneira a potencializar suas ações.

www.garfos.org.br

CSA – Agricultura Sustentada pela Comunidade

CSA (Community Supported Agriculture) é um novo conceito de comercialização de produtos rurais orgânicos. Nessa rede, os consumidores se comprometem a pagar um valor mensal fixo para o agricultor, que disponibilizará mensalmente uma cesta variada de produtos orgânicos. A ideia é que os agricultores tenham uma renda fixa, podendo focar apenas na produção de alimentos, e eliminar os esforços para a comercialização com mercados e feiras. Dessa forma, o CSA é um conceito de comercialização direta, que pode ser um meio economicamente viável de famílias consumirem produtos orgânicos e de qualidade. As família envolvidas (em Botucatu, são aproximadamente 150 famílias que compõe a rede de uma família de agricultor) podem e são incentivadas a participar das etapas de produção orgânica, podendo ir até a propriedade conhecer mais sobre a agricultura sustentável, saber de onde vem seu alimento e entender melhor sobre a responsabilidade que os consumidores também tem na preservação do meio ambiente através de uma agricultura sustentável.

Estamos empenhados em articular um grupo de CSA em Sorocaba e prestar assessoria aos interessados em criar grupos de CSA pelo Brasil.

http://csabrasil.org/